Eu Sou Vetor

Alumni do TGP sonha com uma carreira pública para fazer algo impactante pela sociedade

By 10 de dezembro de 2021 No Comments

Embora um grande número de pessoas ainda enxergam  o setor público como um lugar apenas para quem quer estabilidade, altos salários e privilégios, uma grande gama de profissionais se movem pelo desejo de fazer algo pela sociedade, vê um caminho de alto impacto social, para gerar grandes transformações no país. É o caso  de Jéssica de Souza, gaúcha de Porto Alegre, formada em Arquitetura e Urbanismo, que hoje é alumni do programa Trainee de Gestão Pública e nos conta um pouco da sua trajetória, nesta entrevista.

Como foi sua experiência na atuação junto ao Vetor Brasil?

A minha experiência como Trainee de Gestão Pública iniciou em novembro de 2020, quando fui alocada na Fapes (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo) para fazer parte do ELPI (Escritório Local de Processos, Projetos e Inovação). Desde o início, assumi grandes responsabilidades: a minha vaga era destinada especificamente para o projeto da nova sede da Fundação, e por ser arquiteta e urbanista, fiz parte da equipe responsável que atuou desde a concepção do layout até o acompanhamento da obra. Porém, ao longo da minha atuação, fui descobrindo que eu me envolveria em diversas demandas, e que não seriam relacionadas somente a minha formação. Assim, além de aprimorar e colocar em prática as habilidades que eu já tinha, pude desenvolver competências em diversas áreas.

Quais foram os principais marcos para você durante esse período?

Acredito que os momentos marcantes já começam na mudança para um estado diferente, ainda mais vivendo um contexto de pandemia. Os três primeiros meses do Trainee são muito intensos e de adaptação. Um marco que vale destacar foi aproximadamente na metade do meu ano de Trainee, quando houve uma mudança de gestão na Fundação, o que alterou também a minha gestão direta. É sabido que esse tipo de situação pode acontecer, mas é desafiador ter que se readaptar e criar novas conexões após todo aquele período inicial que tive que enfrentar. Mas acredito que graças a isso, além de aumentar a minha rede e ter diferentes perspectivas dos contextos, tive a oportunidade de viver duas experiências em uma.

Qual o maior desafio que você enfrentou como trainee?

Estar dentro do Escritório Local de Processos, Projetos e Inovação é um grande desafio por si só, pois falar em inovação no setor público é muito importante, porém ainda muito recente. Talvez o maior desafio que eu tenha encarado foi fazer parte da equipe que desenvolve o novo sistema de gestão da Fundação. Esse sistema permite desde o acompanhamento de bolsas e projetos, até a fase de resultados baseados em indicadores. É através deste sistema que a população participa dos editais publicados pela Fapes e é complexo pensar em como desenvolvê-lo de forma que atenda muito bem tanto os colaboradores da Fundação quanto o público em geral. Essa atividade está totalmente fora da minha área de formação, porém, como acredito que ser Trainee de Gestão Pública é estar aberta a desenvolver habilidades além daquelas que aprendemos na faculdade, vejo como um conhecimento adquirido que será muito importante para futuras oportunidades profissionais.

Qual a sua maior conquista durante o Programa?

Tive a oportunidade de participar da elaboração de três projetos arquitetônicos de grande relevância para diferentes programas do governo do estado e, graças a isso, me conectei com pessoas dos mais diversos níveis hierárquicos do setor público e de fora dele, e pude sentir a confiança depositada em mim para colaborar com essas propostas. Então, além de todas as competências que desenvolvi, o que considero a minha maior conquista durante o Programa foram as pessoas que conheci e as conexões que criei. Desde os colegas trainees que me acompanharam durante a jornada, até os servidores de todos os órgãos que tive contato. É gratificante ver o envolvimento das pessoas em favor do bem público e saber que posso contar com essas pessoas, e elas comigo, para futuras oportunidades.

Qual ou quais entregas você mais se orgulha de ter realizado enquanto atuou junto ao Vetor?

Dentro do ELPI, fiz parte da equipe executiva do primeiro programa público de aceleração de startups do estado do Espírito Santo, que será lançado em 2022. Nesse projeto, eu coordenei as ações relacionadas ao espaço operacional do programa e participei das articulações para a realização do programa, que vão desde a colaboração na escrita de termos de referência, até o desenvolvimento de layout do espaço físico onde acontecerá o programa. É recompensador saber que o meu trabalho impactará a vida e os projetos de muitos empreendedores que precisam de uma oportunidade para fazer seu negócio dar certo.

Você acredita que o Vetor te impulsionou em algum âmbito pessoal e/ou profissional?

Não tenho dúvidas disso. Desenvolvi minhas habilidades em comunicação e oratória e me considero uma pessoa muito mais assertiva e confiante depois da minha trajetória como Trainee. Me sinto cada dia mais segura para me posicionar em momentos de tomada de decisão e sei que o meu conhecimento pode contribuir na construção de projetos. A aprimoração da escuta ativa foi de extrema importância para eu conseguir identificar situações que necessitavam de mais atenção e, com certeza, a resiliência e empatia foram valores que aprimorei bastante em virtude da vivência com pessoas dos mais diversos lugares e histórias de vida, tanto da Rede do Vetor quanto de pessoas de fora dela.

Você indicaria essa experiência no Vetor para alguém?

Com certeza! Sou muito grata ao Vetor Brasil por ter tido a oportunidade de vivenciar uma experiência tão intensa e enriquecedora no setor público. Descobri que queria atuar no setor público no meu segundo semestre da faculdade, quando iniciei meu primeiro estágio na área. Durante toda a minha jornada escolar, sempre estudei em escolas públicas e, ao ingressar na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, percebi a importância e o privilégio que aquilo significava, ainda mais vindo de uma família em que meus pais não puderam completar nem o ensino fundamental. A partir daí, estabeleci como um compromisso de vida a oportunidade de retribuir à sociedade tudo aquilo que foi investido em mim. O Vetor Brasil foi o responsável por me trazer de volta ao setor público e ajudar a construir mais um pedacinho desse sonho, fazendo com que eu siga na minha busca de, através do meu trabalho e dedicação à gestão pública, fazer parte da construção de uma sociedade mais igualitária.

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