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Desafio com confiança – A experiência do Vetor Brasil

By 1 de junho de 2022 No Comments

Joice Toyota no Podcast GIFE

Começamos o Vetor em 2015, com a ideia de que a  solução para os grandes problemas do Brasil passam pelo setor público, mas não necessariamente o setor público tem se mostrado capaz de enfrentar estes grandes desafios.

A gente acredita que para aumentar a eficiência do gasto público no Brasil, a gente precisa das melhores pessoas. A pessoa certa no lugar certo. Por isso começamos o Vetor com a ideia de atrair, selecionar e formar profissionais muito bons e muito comprometidos com o Brasil para que eles também pudessem se conectar em rede, se conhecer, e assim a gente criar tanto o pipeline de lideranças públicas para o Brasil, quanto o grande movimento, massa crítica, para fazer esta transformação do lado de dentro do setor público.

O que significa isso na prática? Temos diversos programas, diversos produtos em que a gente atua. O nosso primeiro programa foi o Trainee de Gestão Pública, que foca em jovens que estão no início da sua carreira.  A gente fala para estes jovens de altíssimo potencial que se eles querem transformar o Brasil, querem contribuir, querem mudar o nosso país, o setor público é um lugar legítimo para fazer isso. Porque tem escala. Hoje 80% da educação no Brasil é pública, 75% da saúde também. O governo tem recursos e se a gente juntar tudo o que a gente doa no Brasil, ou mesmo trazendo de fora,  é um valor muito pequeno, irrisório, comparado com o orçamento do governo para implementar ações de impacto social para a sociedade.

Se quer mudar de verdade, o setor público é o lugar para se trabalhar

O governo tem legitimidade e a responsabilidade de acordo com a Constituição. Então a gente fala: para que as coisas sejam realmente muito grandes, em algum momento elas tem que ir pro Setor Público, nós temos que conseguir transformar esta grande massa. Essa é a nossa conversa para atrair pessoas para trabalhar do lado de dentro do Governo.

Na nossa primeira turma de Trainee de Gestão Pública em 2015 tinham 12 participantes, hoje no acumulado a gente está chegando perto de 800 participantes ativos ou que já concluíram o programa. Trabalhamos com governos de todos os Estados do Brasil, e todo o espectro partidário, com bastante orgulho, porque a gente sabe que gente boa, gente que quer fazer uma boa gestão, tem em todos os lugares e por isso atuamos de forma suprapartidária.

A gente também desenvolve outros programas de atração e formação de profissionais mais experientes, nos cargos de alta administração, e também de média gerência na educação, na saúde, em diversos segmentos, sempre nesta com a missão de transformar pessoas para que estas pessoas transformem o setor público, e com isso tenhamos serviços públicos de qualidade para a população.

Como conseguimos captação de recursos

Como ONG, desde que começamos, sempre fomos financiados por doações. E principalmente doações de filantropia estruturada. Poucos e grandes doadores. Mais recentemente fizemos parcerias com governos com transferência de recursos, começamos no ano passado. Isso representou em 2021, cerca de 20% do nosso orçamento. E também começamos a diversificar nossas doações para receber doação de pessoas físicas, de indivíduos que tinham este interesse na gestão pública mas não conseguiam se conectar, encontrar as organizações dentro desta causa. Percebemos que existia procura ativa, e começamos organizar um programa de doação de pessoas físicas. Algo que está engatinhando ainda no Vetor.

Fomos evoluindo tanto na forma de fazer o que a gente faz, como também a forma como trabalhamos com nossos apoiadores e com a  filantropia. Quem acompanha o setor, de 2015 para cá houve muitas mudanças. Um amadurecimento muito grande.  No começo a gente tinha um relacionamento com os doadores, que era mais distante. E hoje a gente vê que tem muitos doadores que estão interessados na causa, estudam, se aprofundam mais que a gente,  conseguem compartilhar mais aprendizado, objetivos comuns. E entender essas estratégias conjuntamente é um feedback para alterarmos os nossos programas.

Criação de Produtos Digitais

Uma mudança muito grande que a gente está fazendo no Vetor, por exemplo, dado o que a gente tem de aprendizado com os doadores, os governos e participantes dos programas, é que hoje estamos criando uma frente específica para produtos digitais no vetor, uma vez que a gente percebeu que tinha uma demanda grande, ao realizar nossos programas. Começamos a crescer, e isso nos levou a fazer atração e seleção de mais e mais pessoas. Então, olhando para isso nós pensamos: Para aumentar minha escala tenho que aumentar a minha operação, isso é insustentável a longo prazo, eu nunca vou ter uma operação tão grande para eu atender todos os governos, para eu selecionar todas as pessoas.

Assim, chegamos à conclusão que a forma de termos escala é empoderar o governo para que ele consiga ser capaz de fazer isso. E quando a gente fala isso, muita gente pensa em formação. “Ah eu tenho que dar um curso para uma pessoa do governo”, o que é válido, é uma forma mesmo. Mas além disso, como um complemento, a gente também vê a necessidade de empoderar o governo com ferramental para fazer a sua gestão de pessoas de forma eficiente. E não tem no mercado. Se você abre abre uma padaria, por exemplo, você pode comprar um sistema de gestão online, pronto, super fácil, para gerenciar o que você faz. Se você tem um petshop, um salão de beleza, você tem estes produtos no mercado.

Agora se você tem uma secretaria de educação, você não tem esse sistema de gestão pronta. E mesmo assim cobramos eficiência dos governos. Eles não tem as plataformas, as ferramentas para fazer esta gestão eficiente. Então, vendo esta necessidade, começamos a criar produtos digitais para atender um número maior de governos num custo muito mais baixo para nós, de uma forma muito mais eficiente para eles.

Um exemplo de um produto digital que a gente está fazendo agora é uma plataforma para apoiar a seleção de diretores de escola. É uma necessidade que todas as redes estaduais e municipais tem, com desafios muito grandes, num país em que ainda é predominante a seleção por Indicação política. E acreditamos que é possível, que existe tecnologia e metodologia para oferecermos este produto de forma escalával para os governos. Isso é algo que mudamos na nossa estratégia e temos feito mais recentemente.

Fuja da relação de Fornecedor com o doador

Estando na diretoria executiva do Vetor, uma parte muito grande do meu trabalho é justamente nesse relacionamento com os apoiadores, com os nossos financiadores. E o que eu vejo é que as práticas tem melhorado muito nossas relações. O que eu via muito antigamente e até vejo um pouco hoje de experiências que não são tão positivas, é entrar em uma relação de fornecedor com o doador. Então o doador vai lá e fala que tem uma missão e quer te contratar para você realizar pra ele. Legal, válido, legítimo, tá tudo certo, mas não é o papel de uma ONG. Se fosse para atuar dessa forma, teríamos um CNPJ com fins lucrativos, e seríamos uma consultoria. Não é o caso.

A Ong também está tentando resolver um problema, e quer entender o papel dela no ecossistema, assim como o doador tem que entender o papel dela e o trabalho tem que ser feito em parceria para que juntos possamos ter um ecossistema vibrante, que possa resolver os problemas, porque não é um doador e nem uma ONG que vai resolver o problema sozinho.

Essa relação de fornecedor tem várias coisas que não são positivas, como por exemplo a negociação de valores. O doador pede a planilha de custos totalmente aberta,  e diz que vai tentar cortar custos dentro da sua organização porque ele de fora vou conseguir fazer isso melhor do que você que está vivendo no dia a dia.  Isso faz com que aconteça discussões que são bastante improdutivas, ou mesmo cobranças de metas. “Ah, a gente definiu que a meta do indicador X é 72% e você chegou em 71%.  71 não é 72, então eu estou focada em resultados e não vou renovar com você”. Mas gente, estamos fazendo algo que é cem por cento inovador. Então quem definiu que era 72 fui eu e você com absolutamente zero experiência a respeito disso, porque ninguém nunca fez isso antes. Então quem disse que quem definiu que era 72 sabe mais do que quem fez e chegou em 71? Talvez a meta devesse ser 65 e a gente passou. Talvez devesse ser 90, talvez a gente nem deveria olhar para este indicador e estamos olhando.

Pouca abertura para a inovação

Eu sinto muitas vezes pouca abertura para inovação. E até um fato curioso. Recentemente estávamos fazendo fundraising com uma organização que no final decidiu que não ia nos apoiar. E a gente pediu um feedback, como sempre pedimos, e a organização foi super transparente, eles falaram pra gente: “Eu não vou apoiar porque vocês são muito inovadores”. Eu adorei este feedback, fez toda o sentido.

Por que a pessoa me explicou:  “Joice, eu gosto de apoiar coisas que eu consiga medir, consiga saber o resultado exato. Vocês estão fazendo algo que ninguém nunca fez, eu não acho que vou conseguir aportar conhecimento técnico com vocês e nem acompanhar o que vocês estão fazendo. Então é melhor a gente nem começar esta relação. Vai lá, levanta dinheiro pra fazer, quando o negócio estiver rodando, e você precisar de dinheiro pra escalar, pra crescer, vem me procurar de novo”. Gostei, achei super transparente, super legal.

Relação de confiança

O que não cabe nesta relação é tentar fazer uma coisa inovadora, com uma cabeça pouco inovadora.  E a outra coisa que eu vejo de experiência muito positiva é de aprendizados conjuntos. Eu falo que se tivermos uma relação de cobrança, eu sou um ser humano, a minha tendência vai ser esconder de você os meus erros. Mas neste caso estamos criando as bases, criando as coisas, a coisa mais valiosa que eu posso dar pra você, meu doador, não é o resultado de algo que eu estou fazendo que é pequeninho ainda, é o meu aprendizado.

Juntos a gente vai aprender como resolver este problema,  vamos entender de fato quais são os gargalos, as oportunidades, etc. Então se a gente tiver uma relação de confiança, eu vou poder abrir pra você o que eu fiz e deu errado, e o que eu fiz e deu certo. Isso é melhor para o ecossistema como um todo. E eu tenho sentido muito mais abertura dos doadores para ajudar com coisas que não sejam só o apoio financeiro que é fundamental, obviamente, mas que também pode ser potencializado com outras ações.

Outra coisa que estamos fazendo aqui no Vetor, é chegar no começo do ano e falar com muitos doadores pedindo para que ele nos conte qual a sua estratégia e planejamento para este ciclo. Aí eu falo: “Deixa eu te contar o meu, e vamos juntos encontrar onde tem sinergia. Porque se a gente tem sinergia em várias coisas, então não estamos falando de uma doação para um projeto,e sim doação insititucional. Criar isso a longo prazo de uma forma muito transparente. Eu te ajudo na sua missão aqui, você me ajuda ali e nesse outro tema que não tem nada a ver comigo, não vou ficar forçando a barra também. Assim a gente tem tido mais abertura para falar com os doadores.

Sobre a doação da Mackenzie Scott

Eu fiquei muito emocionada, eu  chorei quando eu recebi a ligação. Por que pra mim não foi somente um valor muito significativo, esse foi o maior valor que o Vetor já recebeu. Mas também foi a forma como esta doação chegou. A própria Mackenzie fala no blog dela:

“A gente tá doando não só dinheiro, estamos doando um voto de confiança para as organizações. Isso faz com que as próprias organizações acreditem mais em si próprias”.

Quando a pessoa da equipe dela me ligou para dar a notícia, fiquei surpresa pois ela conhecia muito do que a gente fazia. Então tive aquela sensação de que todos os materiais que a gente mandou, dúvidas que a gente tirou, estávamos de fato estava sendo ouvidos. E o mais bacana foi escutar: “Estamos doando porque a gente acha relevante o que você faz, difícil de explicar para fora, nem todo mundo compreende mas é importante, a gente quer que a você continue fazendo isso e confiando no que você está fazendo”. Isso para mim foi muito emocionante.

 

Como foi o processo

O processo começou por um e-mail que recebemos de uma consultoria contratada pela equipe da Mackenzie Scot, para fazer fazer esta avaliação de potenciais organizações para receber a doação. Fizemos a conversa inicial e eles pediram uma série de documentos, arquivos e dados, e uma coisa que me chamou a atenção foi que eles eram muito organizados em pedir as coisas de forma clara e eles sempre falavam para passarmos a informação do jeito que tivéssemos.

Em nenhum momento pediram para preenchermos um formulário. Para mim foi muito fácil, era muita, muita coisa, mas deu zero trabalho. Eu pegava os documentos e enviava.Conseguimos mandar com velocidade um formato que estava bem organizado aqui de dentro do lado do Vetor. Então isso me chamou atenção. E uma outra coisa foi que tivemos uma reunião para aprofundar alguns pontos com esta consultoria, e eles fizeram vários questionamentos, que mesmo antes de ter o anúncio da doação,  já ajudaram o Vetor porque impactaram o planejamento que estávamos fazendo no final de 2021.

A quantidade de informação que passamos, e as perguntas estratégicas deles foram muito importantes. Eu falava pra minha equipe: “A gente vai ser comprado e não estamos sabendo, porque já começou um processo de diligência aqui dentro”. Mas de fato eles falaram também sobre isso. Que eles querem ter muita informação, serem muito criteriosos na fase de análise, para depois confiarem completamente. Isso torna mais fácil o processo para todo mundo.

Os impactos desta doação para o Vetor Brasil

São vários impactos, mas o primeiro é uma questão de confiança mesmo. Porque trabalhamos com o terceiro setor, e mesmo empolgada e feliz com que a gente faz, muitas vezes passamos por um momento de baixa. “Puxa, não estamos mais conseguindo levantar dinheiro, os projetos não estão saindo”. Os anos de pandemia foram muito difíceis pro Vetor, então estávamos num momento meio em baixa, e isso veio para mostrar que a gente tem que confiar mais, porque estão confiando na gente. Dessa forma, fizemos um planejamento muito mais ousado, de 2022-2024, porque a gente estava com esta energia renovada.

O segundo impacto é a sinalização para fora. Muitas pessoas que nem conheciam o Vetor vieram conversar comigo, quando viram a notícia sobre a Mackenzie Scott. “Se vocês passaram no crivo da Mackenzie Scott, vocês são legais, então vamos conversar”. Isso ajudou muito o Vetor e está ajudando ainda, tanto no Brasil quanto fora. E no exterior ela é mais conhecida, porque aqui no Brasil esta foi a primeira doação que ela fez.

Internamente pro Vetor, os recursos ajudam em diversos aspectos, não somente pra gente ter mais fôlego no nosso caixa, porque este dinheiro a gente pode usar no que precisar, inclusive nos nossos custos indiretos. A maioria dos doadores que não doam para estes custos indiretos. Dessa forma, vamos empregar este recurso para fazer o nosso MVP, os nossos testes de produtos. Porque hoje se eu tenho uma ideia nova e quero testar, preciso de uma verba e tenho que fazer fundraising porque eu não tenho este dinheiro em caixa.

Onde empregar os recursos?

 Para fazer este fundraising de 10 mil reais, eu tenho tanto trabalho quanto para fazer um de dois milhões. Assim, tenho que dedicar todo este tempo neste fundraising, para ganhar os dez mil, testar, conseguir informação, comprovar minhas hipóteses, para aí começar o meu fundraising grande. Então a ideia é usar muito estes recursos para fazer testes pequenos e ágeis que a gente tem que fazer agora. Conseguir informação, aprendizado, comprovação de tese, e o design do produto que a gente quer fazer, antes de ir fazer um fundraising de um milhão, dois milhões, de uma coisa maior pro Vetor. Isso traz muito mais agilidade e tranquilidade. Além disso, vamos usar parte da verba para compor o time do Vetor, para seniorizar e especializar nossa equipe.

Eu não tenho um orçamento muito garantido, então eu não posso contratar alguém muito senior porque ela vai pesar no meu orçamento. Mas se a gente tem um pouquinho de alavanca, fica mais fácil de trazer uma pessoa mais senior, que vai me ajudar a ter mais impacto, dessa forma vou conseguir ter mais apoio e assim entrar num circulo virtuoso. Estamos mudando bastante esta composição da liderança do Vetor, trazendo pessoas mais seniores, para fazer projetos mais ousados, os produtos maiores e engrenar um círculo virtuoso.

Sobre a prestação de contas

A Mackenzie fala sobre doação sem prestação de contas no post do Medium. Ela diz: “Eu sei que ao doar neste formato que não tem prestação de contas, muitas organizações vão tomar decisões diferentes das que eu tomaria  se eu estivesse empregando este recurso lá na ponta. Mas em primeiro lugar, mesmo quando o doador exige prestação de contas e fica ali em cima da ONG, elas ainda tomam decisão diferentes do que o doador faria. E em segundo lugar e mais importante, eu acho que as decisões são melhores do que eu tomaria. Quem está na ponta, quem conhece o dia a dia, são as ONGs que estão recebendo o dinheiro, não eu. Eu não sei qual a realidade na ponta. Então eu quero que isso seja aberto, que as organizações se sintam empoderadas para tomarem decisões difíceis e ousadas, de acordo com o que elas acham melhor, porque isso vai ser melhor para o ecossistema como um todo”.

Eu acho isso muito potente na fala dela. O que eles pedem é uma carta anual compartilhando os resultados e isso para celebrar e aprender junto neste sentido. Isso é muito legal, porque toda vez que a gente receber uma doação no Vetor, a gente já sabe mais ou menos quanto ela vale na realidade. Para cada real que a gente recebe, tem organização que vale 0,80 centavos, 0,70 ou 0,50, porque uma parte grande do dinheiro eu tenho que gastar prestando conta para esta organização. Neste caso a gente tem desconto nulo e consegue usar melhor o recurso como um todo.

Os aprendizados

Para mim um grande aprendizado é o da confiança. Tanto da gente confiar em nós mesmos, quanto a gente confiar no ecossistema, que é ONG confiar no doador e doador confiar na ONG, ONG confiar na ONG e doador confiar no doador.

Acho que isso tem muito valor, diminui custos desnecessários, e aumenta a nossa eficiência. Hoje fazemos isso poucas vezes. O Brasil é um país de muita desconfiança e a gente não precisa reproduzir isso no nosso ecossistema da filantropia. Acho que podemos ter um trabalho em conjunto melhor e mais eficiente.

Outra coisa que mudou bastante para nós foi o mindset da escassez e abundância. Quando a gente entra neste mindset da escassez, falamos: “Não vai ter doação e não vai ter gente pro projeto. Então vamos fazer um orçamento menor, pensar num projeto pequeno”. E o que acontece na prática é que ele acaba não virando. E quando a gente pensa na abundância o discurso é: “Deixa eu pensar grande, sonhar grande de fato e apresentar algo relevante que vai ajudar a mudar a realidade social do país, e aí com isso eu vou conseguir trazer o recurso das pessoas.

Hoje a gente consegue virar um pouco esta chave e mudar o mindset de abundância, acreditando que as coisas que vão acontecer de fato,  senão a gente não entra em uma rota de crescimento e sim de definhamento.

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