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Yuri Tomezak: ser trainee de gestão pública foi uma das experiências mais desafiadoras da minha carreira

By 22 de agosto de 2022 No Comments

 

Yuri Tomezak

O antes e o depois – Em 2016 e em 2022.

Yuri Tomezak trabalha há seis anos no Governo do Estado de São Paulo. Formado pelo Programa Trainee de Gestão Pública do Vetor Brasil, ele é um dos muitos profissionais que, depois de concluir o programa, seguiram trabalhando no setor público. Hoje, cerca de 2/3 da nossa rede é formada por profissionais que continuam no governo depois de passar pelo programa do Vetor.

Graduado numa universidade pública – a Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro – Yuri sempre teve vontade de retribuir para a sociedade o que recebia. Ainda na graduação, apoiou projetos de extensão voltados para a área social, momento em que viu despertar o desejo de trabalhar com impacto no setor público.

Após integrar o Programa de Fortalecimento da Carreira Pública na América Latina, da Fundacíon Botín, na Espanha, retornou ao Brasil e viu no Programa Trainee de Gestão Pública uma porta de entrada decisiva para trabalhar no setor público.

Veja a entrevista completa:

Como foi sua experiência como Trainee de Gestão Pública?

Seria muito clichê dizer que foi uma das experiências mais desafiadoras. Mas na verdade, foi mesmo. E tudo já começou com um enorme desafio: me mudar para São Paulo. Nunca havia cogitado morar aqui. A primeira vez que vim na famosa selva de pedra, foi no primeiro treinamento do Vetor. E relembrando meus passos até chegar no Palácio dos Bandeirantes pela primeira vez, nunca me passou pela cabeça que por ali eu ficaria todo esse tempo, afinal, o que um geofísico viria a fazer na sede do governo do Estado? Foi minha primeira experiência de trabalho. Então, tinha muito para aprender. E trabalhar em governo é justamente isso, aprendizado diário. Mas pude contar com pessoas incríveis que conheci no caminho, e inclusive com própria rede Vetor. A troca de experiências com amigos que estavam espalhados por todo o Brasil ajudou muito no processo de aprendizado.

Quais foram as suas maiores alegrias e desafios?

Acho que um grande diferencial na minha jornada na Secretaria de Governo foi a minha equipe. Essa com certeza era uma das minhas maiores alegrias. Fui acolhido por pessoas que tenho plena certeza que levarei pelo resto da minha vida.
E posso soar um pouco contraditório, mas acho que um dos maiores desafios do setor público, em geral, são as próprias pessoas. A tomada de decisões muitas vezes não é feita baseada em dados e evidências. Às vezes você cruza com pessoas mais preocupadas com status do que com a eficiência, pessoas que não lidam bem com um grupo de jovens adentrando em um ambiente “tradicionalíssimo”, assim dizendo. Enfim, é preciso estar preparado para lidar com frustração, com a sensação de impotência e ter muito jogo de cintura para sair de algumas situações que inevitavelmente surgem.

 

Conta pra gente dentro do seu trabalho, como o setor público impacta a sociedade?

Ao longo de todos esses anos pude trabalhar em diferente setores dentro da Secretaria de Governo. A SEGOV é uma pasta meio, muito focada pra dentro do próprio governo, auxiliando e acompanhando nas entregas das demais secretarias. Então é mais difícil manter a motivação caso busque ver apenas impacto na sociedade. Passei pela Subsecretaria de Parcerias, pelo Conselho do Patrimônio Imobiliário, e mais atualmente, pela Subsecretaria de Ações Governamentais. Esse último ano, em especial, auxiliamos o Governo do Estado na execução das emendas impositivas parlamentares. E sempre foi gratificante pensar que estávamos nos esforçando para fazer recursos chegarem para pequenas organizações em pequenos municípios.
Mas acredito que a experiência que mais me marcou e que refletiu mais impacto social foi a minha participação em toda logística de distribuição dos respiradores durante o ápice da pandemia em 2020. Praticamente viramos noite trabalhando, desde apoio a calibragem dos equipamentos até ligar para prefeitos para alinhar as entregas. Chegava em casa extremamente exausto, mas com a certeza de que literalmente estávamos salvando vidas. Nosso trabalho até acabou virando matéria do Jornal Nacional.

 

Vc ficou quanto tempo no Governo depois do Trainee?

Comecei meu trabalho na SEGOV em fevereiro de 2016. Pensava que ficaria ali apenas pelo ano do programa. Mas depois do Trainee foram mais quase 6 anos. Um ponto interessante, é que durante esse período, “sobrevivi” a 4 trocas de governo.
É um período inevitavelmente conturbado, de muita incerteza. Mas é preciso fazer nossa parte, e sem dúvida o Vetor é uma marca que garante aos novos gestores que ali existe alguém técnico pronto para “vestir a camisa”.

 

Como ter participado do Trainee te ajudou na carreira?

Sem dúvidas o programa me abriu muitas portas. Nunca tive o sonho de trabalhar no setor público. Acho que a minha vontade e interesse vieram sendo construídas pouco a pouco durante a minha graduação, mas só se concretizaram efetivamente depois de já estar dentro da máquina. Contatos, essa é uma das grandes chaves e oportunidades que uma experiência no governo te fornece. Quando você expande sua rede, sempre mostrando um bom trabalho, portas vão se abrindo, e você consegue ir se destacando e ir sendo reconhecido. Ao longo de todos esses anos sempre fui muito incentivado a me tornar funcionário de carreira. Quem sabe esse será um próximo passo.

 

O que mais te marcou nesta trajetória?

Quero só apontar a importância e relevância da rede do Vetor. Tanto as amizades que a gente acaba fazendo e encontrando pelo Brasil, quanto pelas reuniões que eventualmente ocorrem com equipes formadas por Vetores; é muito boa a sensação de sentar em uma mesa de trabalho com equipes de outras secretarias, sabendo que do outro lado da mesa tem alguém que compartilha dos mesmos valores e passou pelos mesmos perrengues.

 

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